Informe de integración de las bases de datos y el análisis epidemiológico exploratorio para el sistema de vigilancia de la salud de los trabajadoresSumário
1. INTRODUÇÃO
Vale ressaltar, que devido às condições peculiares de realização desse trabalho, este não é um estudo finalizado. De fato, trata-se aqui de uma primeira e preliminar síntese dos dados, que deverão ser analisados de modo mais detalhado e apropriado com equipes integradas também pelos especialistas que participaram do delineamento da investigação e coleta de dados, cuja participação nas etapas finais é fundamental para a garantia da qualidade e unicidade do produto. Empregaram-se para esse relatório, dados provenientes do estudo transversal: inquérito conduzido com aplicação de um questionário a cada trabalhador da população do estudo (correspondente às bases de dados QUES1, QUES2, QUES3, QUES3a, QUES4), resultados do exame físico (PHYEX), resultados dos exames laboratoriais sorológicos (SMA20X), da hematimetria (LBU), das provas de função da capacidade respiratória (PFT), e dos marcadores biológicos da exposição ao tolueno, benzeno e xileno (BTX). Os dados resultantes do exame dermatológico e radiológico não se encontravam em condições de análise epidemiológica (sem codificação). Dos dados provenientes do Instituto de Neurociências de Cuba, empregou-se uma das conclusões e alguns resultados de provas incluídas no exame neurológico, especificamente audição (não se trata de exame audiométrico) e reflexos. Os resultados conclusivos do estudo psicológico, de neurocondução e das demais áreas do exame neurológicas não se encontravam nas bases de dados disponíveis. Vale notar que ainda restam algumas poucas variáveis sem identificação nas bases de dados de marcadores biológicos de exposição. Os dados ambientais foram utilizados para criação da variável grupos de risco, tomada como uma das independentes principais. No apêndice 1 apresentam-se a planilha com a identificação dos bases de dados. 2 . Metodologia
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| Pergunta de Investigação | Abordagem Analítica | Avaliação
Da Factibilidade |
| 1.Quais são os Postos de Trabalho e trabalhadores sob riscos ocupacionais conhecidos? | Descritiva
-Mapas de Risco (Higiene e Segurança Ocupacional) -Mensurações Ambientais por Local de Trabalho -Setores com Níveis de Exposição acima dos LT |
Banco de dados sobre Riscos Ambientais não dispõem
de link individuais para os dados de saúde.
As mensurações dos marcadores biológicos da exposição BTX foram realizadas antes da jornada de trabalho. |
| 2.Quais as prevalências das enfermidades ocupacionais? | Descritiva
Prevalência de doenças ocupacionais |
Não existem dados sobre doenças ocupacionais.
Não factível |
| 3. Quais as prevalências de quadros pré-clínicos de doenças ocupacionais ou enfermidades ocupacionais em estágios precoces? | Descritiva
Prevalência de quadros pré-clínicos ou em estágio precoce de doenças ocupacionais |
Não existem dados sobre doenças ocupacionais
em estágio precoce ou pré-clínico
Não factível |
| 4.Quais as prevalências de problemas de saúde comuns nessa população? | Descritiva
Prevalência de: -Alterações em exames laboratoriais, -Queixas ou sintomas, -Morbidade referida -Fatores de risco conhecidos -Acesso a serviços de saúde |
Análise factível com os dados disponíveis exceção para o acesso aos serviços de saúde. |
| 5.Existem evidências de fatores de risco ocupacionais não conhecidos nessa empresa? | Análise Exploratória
Análise tabular bivariada com variáveis dependentes (queixas, alterações laboratoriais, etc) e as variáveis independentes (proxy de exposições presumidas). |
Análise factível |
| 7. Quais são os fatores de risco ocupacionais (potenciais)? | Análise confirmatória de estudo transversal.
Análise estratificada e multivariada ( diversos modelos estatisticos). Requer modelo de predição (teórico) com definição de covariaveis. |
Análise factível para al-guns fatores de risco ocu-pacionais potenciais iden-tificados para sintomas /queixas. |
Como foram sintomas, sinais e lesões a maioria dos dados registrados sobre as condições de saúde dos trabalhadores, a análise dos dados se tornou bastante longa devido ao grande número de variáveis que poderiam ser tratadas como dependentes. Como se sabe, cada variável dependente requer um percurso específico de análise, mesmo que esta seja definida como do tipo exploratória, ou seja, com diversas variáveis independentes, sem a consideração de uma ou mais como "efeitos principais" (main effect) típica dos estudos de identificação de fatores de risco (confirmatórios).
Estas variáveis representam os efeitos, agravos ou sintomas
referidos pelos trabalhadores, além resultados anormais nos exames
laboratoriais e funcionais. Devido ao grande número dessas variáveis
selecionaram-se algumas de maior importância clínica ou que
apresentaram-se em magnitude tal que estavam por merecer mairo detalhamento.
Diagnóstico neurológico (NEURO, 1=anormal, 0=normal)
Audição – normal ou alterada(AUD " )
Reflexos aquiliano, patelar, tricipital, bicipital e estilo-radial
Escore de sintomas respiratórios (SCORESP)
Forced Vital Capacity (FVC)
Forced Expired Volume 1st sec (FEV1)
Forced Expiratory Flow at 50% of FVC (FEV50)
Forced Expiratory Flow at 75% of FVC (FEV75)
Maximal Mid-Expiratory Flow at 25% to 75% of the FVC (FEF25_75)
FEV1/FVC Ratio (FVFVC_80 or FVFVC_5)
Hemoglobina (Baixa <13.8 (HIPGL)
Leucócitos (Leucopenia <5000 (LEUP) Leucocitose>= 10000 (LEUCOC)
Eritrócitos (Eritropenia <4500 (ERIP), Eritrocitose>5690 (ERIC)
Plaquetas (Plaquetopenia<1500 (PLAQ), plaquetocitose> 2900 ()
Hematócrito (Baixo <40.7, ALTO (>50.2)
Sintomas selecionados
Colúria (Sim=1, Não=0)
Diminuição do equilíbrio ((Sim=1, Não=0)
Irritabilidade (Sim=1, Não=0)
Resultados do exame sorológico
Glicemia
Ácido úrico
BUN (blood urea nitrogen)
Creatinina
BUN/Creatinina razão
Sódio
Potássio
Cloro
Cálcio
Fósforo
Proteinas Totais
Albumina
Globulinas Totais
Albumina/globulina (A/G) razão
Bilirrubina Total
Fosfatase Alcalina
Lactato des-hidrogenase (LDH)
SGOT (ALT)
SGPT (AST)
GGT
Ferro total
Colesterol total
Triglicéridas
HDL colesterol
VLDL colesterol
LDL colesterol
Colesterol/HDL razão
O local de trabalho, definido como área ou planta, foi considerado
como outra variável proxy de exposições ocupacionais.
Considerou-se apenas os trabalhadores que haviam trabalhado pelo menos
três meses em uma das plantas referidas no seu último e penúltimo
emprego na ECOPETROL. (ÁREA – permite excluir os jubilados, A_REA,
nova classificação 12/06). Consta de cinco categorias: Parafinas,
Aromáticos, Elementos Externos, Manutenção e Laboratório
Esta variável foi definida por profissionais envolvidos no
estudo ambiental. Uma lista dos trabalhadores por grupo ocupacional encontra-se
no Apêndice 3. Compõem-se de: 1)Supervisores / tableristas
; 2) Operadores de manutenção de planta; 3) Operadores de
manutenção de campo; 4) Operadores de manutenção
de taller; 5) Analistas de laboratorio; 6) Outros.
Define-se a partir das respostas obtidas no Questionário
do Estudo sobre as Condições de Saúde para a diferença
entre as datas de admissão e final (data atual) no cargo atual (TEMPOE1).
Para algumas análises, essa variável foi utilizada como contínua,
com imputação de 11 valores perdidos com a média,
após a transformação de dois outliers em dados perdidos,
e categorizada (T_ECO 0=0 a 7 anos, 1=7.1 a 16 anos, 2= Mais de 16 anos)
de acordo com tertis. Vale ressaltar que esta variável por ser possivelmente
colinear com idade deverá ser cuidadosamente abordada nas análise
subsequentes.
Apenas mensurações de ácido hipúrico
total, e corrigido por creatinina, além da creatinina foram encontradas
com dados válidos para o total da população de estudo.
Resultados das mensurações de marcadores biológicos de exposição
Ácido hipúrico total na urina (HIPPENZ )
Ácido hipúrico ajustado por creatinina na urina (HIPPBTM)
Creatinina na urina (HIPPCRE)
Idade (IDAC 0=23 a 40 anos, 1=41 a 48 anos, 2=>48 anos)
Raça (RACA 0=Brancos, 1=Mestiços, negros, indígenas)
Estado Civil (ECIV 0=Casados, 1=Solteiros, 3=Outros) *
Número de filhos (N_FIL 0=1 a 2 filhos, 1= mais de 2 filhos)
Tempo de residência em Barrancabermeja
Body Mass Index (BMI)
Tensão arterial sistólica inicial (SBP1, em mmHg)
Tensão arterial diastólica (DBP1, em mmHg)
Hipertensão arterial sistólica 1a. (hipers, Sim=>150mmHg Não=<150 mmHg)
Hipertensão arterial diastólica 1a. (hiperD, Sim=>95mmHg Não=<95 mmHg)
Fumante de cigarros* (N12FUMAA, ". )
Duração do hábito de fumar cigarros (T_FUMA, 0=até 5 anos, 1=5-15 anos, 2=>15 anos)
Número de cigarros por dia (N_CIG, 0=até 2p/dia, 1=3-10, 2=>10/dia)
Para clareza da compreensão dos dados a análise foi
realizada em módulos para cada uma das variáveis independentes
– Área, Grupos de Risco e Duração do Trabalho na ECOPETROL
e os marcadores biológicos de exposição ácido
hipúricona urina (corrigido) e ácido hipúrico corrigido
por creatinina. É importante ressaltar que para a produção
de informações específicas para a montagem do sistema
de vigilância epidemiológica, é necessário a
identificação de grupos de trabalhadores nos quais sejam
elevadas as estimativas de ocorrência de enfermidades, independentemente
de inferências estatísticas sobre uma possível associação
desses agravos com uma certa categoria de uma variável independente
(Sanches, 1993). Decisões em saúde pública estão
pautadas em critérios epidemiológicos de magnitude de ocorrência
mas também, no impacto social desses agravos, na existência
de medidas de intervenção apropriadas, os custos, o custo-benefício
e também em prioridades políticas. A identificação
de fatores de risco consiste de uma outra etapa, anterior à decisão
política de definição de intervenção.
Para evitar riscos de equívocos dessa natureza, como também
para maximizar o aproveitamento dos dados desse estudo, cujo poder estatístico
é pequeno para muitas das análises requeridas, definiu-se
etapas de análise de acordo com o Quadro 1 mostrado previamente.
Estimaram-se prevalências de sintomas e/ou queixas (proporções
de casos em percentagem) de fatores de risco para doenças crônicas
de acordo com as variáveis independentes – Área, Grupos Ocupacionais,
Duração do Emprego na ECOPETROL e Tipo da Força de
Trabalho (ativa ou inativa).
Comparações entre estimativas de prevalência
de sintomas/agravos de cada uma das categorias das variáveis independentes
serão feitas com uma delas, tomada como referência (de menor
risco presumível), empregando-se o Teste do Qui-quadrado, adequado
para distribuições binomiais. Também foram estimadas
medidas que expressam diferenças entre as prevalências, Razões
de Prevalência - não se considera odds ratio porque esse é
um estudo transversal e não de caso-controle, enquanto que para
a estimação estatística serão utilizados Intervalos
de Confiança a 95% calculados com o método Base-teste. Para
variáveis dependentes ou independentes categoriais não dicotômicas
serão empregados o X2 de tendência. Adotam-se um alfa de 0.05
para testes bicaudais. Ainda em uma perspectiva exploratória serão
calculadas medidas padronizadas por idade e por tempo de trabalho na ECOPETROL
tomando-se como referência o grupo (categoria ) de expostos. Ressalte-se
que não se trata de um ajuste para confundimento mas tão
somente prover medidas padronizadas para comparação.
Com algumas das hipóteses definidas para análise serão
desenvolvidas análises específicas. Para tal, serão
selecionadas hipóteses e definidos modelos teóricos para
cada um dos "efeitos principais". Baseando-se nas distribuições
e caraterísticas das variáveis dependentes serão empregados
modelos hierarquizados. Como a maioria das variáveis dependentes
foi dicotomizada, a regressão logística que requer poucas
suposições, será variáveis para as quais exista
documentação demonstrando esse papel para a hipótese
em análise. Empiricamente, se considera confundimento como a co-variável
que se associe com a exposição principal entre os não
casos e simultaneamente com a enfermidade/agravo entre os não expostos,
não sendo presumível o seu papel como variável intermediária
no caminho causal.
Na análise de regressão logística foram utilizados procedimentos "para trás" (backward) a partir de um modelo saturado. Inicialmente foram introduzidos produtos-termo para avaliação de modificação de efeito mediante aplicação do Teste de Razão de Verossimilhança (Kleinbaum, 1994). Confundidores são as variáveis candidatas cujas retiradas do modelo saturado determinem mudanças de pelo menos 0.2 nas estimativas pontuais ou nas respectivas medidas de precisão (intervalos de confiança) ou sejam reconhecidos como tais na literatura. Para cada modelo final, estimaram-se Razões de Prevalência e os intervalos de confiança para 95% com o uso do Método Delta (Oliveira et al., 1997), ajustadas para os confundidores (medidas sumarizadas) e controladas (estrato específicas) para os modificadores de efeito. Realizaram-se diagnóstico de regressão para influência de observações e aplicado o Teste de Hosmer & Lemeshow. Exame da colinearidade foi realizado para as variáveis independentes, especialmente aquelas tempo dependentes como as relacionadas com a idade (duração de trabalho, tempo ao início do trabalho, etc.) (Kleinbaum 1994). Para todas essas análises foi empregado o SAS Software versão 6.12 para Windows.
3.1 Estudo das Áreas de Trabalho
3.2.Estudo dos Grupos Ocupacionais
3.3.Estudo da Duração do
Emprego na ECOPETROL
3.4 Estudo dos Aposentados
A base de dados original compunha-se de dados para 733 indivíduos. Foram excluídos oito mulheres (número insuficiente para análise) e 12 observações para os quais os dados sobre a ocupação estava ausente. O grupo de trabalhadores Afastados (inativos) integra 113 pessoas não incluídas nessa análise devido a diferenças no processo de amostragem e coleta de dados.
De acordo com a Tabela 1.1, verifica-se que na população
de estudo, o grupo de Manutenção foi o mais numeros contribuindo
com 44.7% da amostra. Este grupo concentra os trabalhadores mais idosos
(28.1% acima de 48 anos), casados, com maior número de filhos e
famílias mais numerosas e também com maior tempo de residência
na área do estudo e tempo de emprego na ECOPETROL. Os trabalhadores
do Laboratório têm características semelhantes àquelas
descritas para a Área de Manutenção. Distintamente,
as áreas de Parafinas e Aromáticos concentram os mais jovens,
e consequentemente, concentram os solteiros, e/ou sem filhos. Trabalhadores
do grupo de Aromáticos e Elementos Externos têm menores tempos
de trabalho na ECOPETROL do que os demais (Tabela 1.2).
Embora não houvesse diferenças significativas nas médias de altura e peso (1,67m e 77,8 kg para o total da população, respectivamente) de acordo com a Área de Trabalho, verificou-se uma elevada proporção de pessoas com Índice de Massa Corporal acima do ideal, cerca de 94,0%, com maior frequência entre os trabalhadores do Laboratório e Aromáticos (Tabela 1.3). Este é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares decorrente de hábitos de vida como a dieta e sedentarismo. A prevalência de hipertensão sistólica não tratada (não se incluiu os indivíduos que estavam sob tratamento para hipertensão) foi de 6.0%. Observou-se inconsistências nas respostas dadas às questões relativas ao hábito de fumar, aparentemente por não terem sido diferenciadas as características atuais da experiência passada de ex-fumantes. A frequência de fumantes é de 18.6%, não havendo diferenças de acordo com as diversas Äreas de Trabalho, exceção para a intensidade do hábito, aparentemente maior entre os trabalhadores da Área de Manutenção. A avaliação do consumo de bebidas alcoólicas ficou prejudicada por não terem sido utilizados instrumentos que permitissem a identificação da intensidade ou problemas associados que indicassem beber-patológico. Cerca de 89,4% referiram-se como consumidores de bebidas alcoólicas, e aparentemente, o aumento da tolerância ao álcool auto-referido, sinal de uma possível dependência ao álcool, foi estimado em 3,8% da população do estudo, sem variações significativas entre os grupos (Tabela 1.3).
Na Tabela 1.4 estão mostradas as prevalências de diagnóstico de anormalidade ao exame neurológico, 16.4%, que é mais frequente entre os trabalhadores da Área de Manutenção (21,7%) e Parafinas (17.3%), diferenças estatisticamente significantes (p<0.05). O grupo com menor prevalência de alterações neurológicas é o de trabalhadores da Área de Elementos Externos (7.7%), onde todos os casos com diagnóstico positivo foram devido a redução da capacidade auditiva, tal como avaliado pela audiometria. Alterações dos reflexos foram mais comuns entre os trabalhadores do setor de Parafinas e Aromáticos, particularmente o tricipital, bicipital, e estilo-radial também com diferenças estatisticamente significantes (p<0.10).
Os resultados das provas de função respiratória mostradas nas Tabelas 1.5 e 1.6 demonstram diferenças apenas quando o ponto de corte é definido em 80,0% (ponto de corte tradicional, mais apropriado para triagem em estudos de vigilância). Maiores frequências de alterações da capacidade respiratória foram observadas entre os trabalhadores da Área de Manutenção e Laboratório. Todavia, a prevalência de Escore Respiratório (somatório de sintomas respiratórios) elevado foi maior entre os trabalhadores de Parafinas e Laboratório (diferenças não estatisticamente significantes).
Os dados relativos aos resultados anormais dos exames laboratoriais apontam para altas prevalências de fatores de risco para doenças crônicas como a glicemia elevada (9,3%), colesterol (52,8%), triglicéridas (37,8%) e todas as demais frações. Notam-se também elevações de prevalências de resultados alterados para o potássio (4,2%), cloro (2,5%), fósforo (7,7%), bilirrubina (3,8%) e GGT (15,3%) (Tabela 1.7). Nenhuma diferença foi estatisticamente significante de acordo com a Área de Trabalho.
Na Tabela 1.8 estão apresentados os resultados da hematimetria. Baixos níveis de hemoglobina afetam cerca de 9.7% da população do estudo. Encontraram-se 50 trabalhadores com baixo número de leucócitos, (abaixo de 5000), com prevalência estimada em torno de 8.3%. A prevalência de leucocitose foi estimada em 4.8%. Alto número de plaquetas foi encontrado em 9,5% dos indivíduos, enquanto que alto valor de hematócrito foi verificado em 5.0% das amostras. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre as Áreas de Trabalho para nenhuma dessas medidas, embora a leucopenia apresente valores mais elevados entre os trabalhadores da área de Elementos Externos e Laboratório.
Apesar da limitação das medidas do ácido metil hipúrico e hipúrico na urina, cujas amostras foram coletadas antes do turno de trabalho, analisam-se as suas distribuições em referência ao tertil e proporção de valores altos para o ponto de corte no 2o. decil e com ponto de corte em 0.40g/g. Verificam-se uma maior concentração de valores altos (terceiro tertil) para ácido hipúrico total na urina entre os trabalhadores da área de Elementos Externos, diferença não estatisticamente significante (Tabela 1.9). Os valores mais elevados para o ácido hipúrico e metil hipúrico corrigidos para creatinina, todavia, tiveram frequências maiores entre os trabalhadores da área de Aromáticos e Laboratório.
Nas Tabelas 1.11 a 1.20 apresentam-se dados relativos à comparações das prevalências de alguns dos efeitos e exposições entre as diversas áreas em consideração, tomando-se todas as demais como grupo referente. Valores ajustados por idade são acrescentados para permitir comparações independentemente do efeito da idade. Note que como os referentes mudam para cada categoria, comparações inter-categorias devem ser tomadas com precaução. Ademais não se tratam de comparações entre uma categoria de expostos e outra de não expostos mas apenas entre trabalhadores de áreas de trabalho diferentes. Os resultados apontam para uma grande homogeneidade entre as razões de prevalência, evidenciada pela pequena magnitude das diferenças e intervalos de confiança a 95% muito pequenos. Verificam-se que os trabalhadores da Área de Manutenção estão mais afetados por alterações neurológicas e redução da FORCED EXPIRATORY FLOW 25 a 75% independentemente da idade (razões de prevalência ajustadas em nível borderline de significância estatística). Os maiores valores de ácido hipúrico total na urina concentram-se entre os indivíduos da área de Elementos Externos.
A população do estudo teve maior número proporcional
(Tabela 2.1) de Operadores de Planta (26.2%) que é também
o mais jovem, com maior proporção de solteiros, sem filhos,
e famílias menores. Os trabalhadores com mais de 48 anos de idade
se concentram no grupos de Supervisores/Tableristas (35,7%). Consistentemente
com o padrão de idade, são os Operadores de Planta que têm
menores tempo de residência no último endereço, na
área do estudo e também menor tempo de emprego na ECOPETROL
(Tabela 2.2).
Não houve diferenças significativas em relação ao Índice de Massa Corporal, hipertensão sistólica ou diastólica de acordo com o Grupo Ocupacional (Tabela 2.3) . Todavia, notam-se que o hábito de fumar é mais comum entre os Operadores Talleristas (29.2%) e de Manutenção (26.8%). Aparentemente o consumo de tabaco mais intenso ocorre entre os Supervisores Tableristas, e Analistas de Laboratório. Não houve variações relevantes da prevalência do aumento da tolerância a bebidas alcoólicas entre os diversos grupos ocupacionais.
Alterações notadas ao exame neurológico foram mais comuns entre os Operadores de Manutenção (26.3% para uma proporção esperada de 16.4%), seguidas pelos Supervisores Tableristas (19.4%) e Operadores Talleristas (18.9%), diferenças estatisticamente significantes (p<0.001). O diagnóstico mais comum em todos os grupos foi o de redução da capacidade auditiva. Algumas alterações nos reflexos foram observadas com maior frequência entre os Operadores de Planta e de Manutenção (Tabela 2.4).
Os grupos de trabalhadores mais afetados por alterações na capacidade respiratória quando estimada pela Razão FEV-1seg/FVC são os Operadores de Planta (28.7%) e Supervisores Tableristas (23.5%). Para as demais provas, à exceção da FVC e FEV 1seg que não se diferenciaram entre os Grupos Ocupacionais, observaram-se maiores prevalências de alterações entre os Operadores de Manutenção (Tabela 2.5 e 2.6). Não houve variações de acordo com esses Grupos para Escores respiratórios elevados.
Os resultados anormais do exame sorológico (Tabela 2.7) mostram altas prevalências de fatores de risco para doenças crônicas entre os Supervisores/ Tableristas e aqueles classificados como Outros grupos não classificados. O cloro em níveis acima do normal foi mais frequente entre os Analistas de Laboratório (8.3%), que também concentrou maiores prevalências de triglicéridas (43,3%) em níveis estatisticamente significantes.
Na Tabela 2.8 mostram-se os achados da hematimetria que indicam pequenas variações entre grupos não estatísticamente significantes, embora notem-se uma pequena elevação da leucopenia entre os Analistas de Laboratório (11.7% para um esperado de 8.3%). Supervisores /Tableristas apresentaram frequências de valores acima de 0.8g/L para o ácido hipúrico total (Tabela 2.9).
Nas Tabelas 2.10 a 2.12 apresentam-se dados relativos à comparações das prevalências de alguns dos efeitos e exposições entre os diversas Grupos Ocupacionais em consideração, tomando-se todas os demais como grupo referente. Valores brutos e ajustados por idade são mostrados com seus respectivos intervalos de confiança a 95%. Similarmente aos achados para Área de Trabalho, há evidências de uma grande homogeneidade entre os razões de prevalências, evidenciada pela pequena magnitude das suas diferenças e seus intervalos de confiança. Todavia, algumas desvantagens para o Grupo de Operadores de Manutenção de Campo são observadas para alterações neurológicas, e para os Analistas de Laboratório no que se refere ao sintoma de irritabilidade. Altos níveis de GamaGT são mais frequentes entre os Operadores de Manutenção de Talleres (Tabela 2.10). Os resultados das provas de função respiratória mão mostram diferenças estatisticamente significantes para nenhum dos Grupos Ocupacionais em consideração (Tabela 2.11). A leucocitose é aparentemente mais comum nos trabalhadores classificados como em Outros Grupos Ocupacionais. Quanto ao Ácido Hipúrico, observam-se que Supervisores / tableristas apresentam maiores frequências de valores elevados para as medidas totais. Valores corrigidos para creatinina mostram desvantagens para o grupo de Analistas de Laboratório. Não houve outras diferenças estatisticamente significantes em relação a outros efeitos.
As análises das variáveis independentes anteriores
em relação ao tempo de trabalho na ECOPETROL revelaram perfis
diferentes de história contratual dos trabalhadores em relação
a Área de Trabalho e Grupos Ocupacionais. Ou seja, enquanto que
os trabalhadores do Laboratório / Analistas de Laboratório
e da Área de Manutenção são, aparentemente,
mais antigos na empresa, os envolvidos nas Áreas de Parafina, Aromáticos
ou nos Grupos Ocupacionais de Operadores de Campo, de Planta e Talleristas
são de contratação mais recente. Em outras palavras,
as histórias ocupacionais na ECOPETROL se diferenciam de acordo
com as variáveis utilizadas como proxy de exposições.
Desse modo, a análise da duração do emprego na ECOPETROL
requer a consideração de cada Área ou Grupo separadamente,
o que não foi possível dado o pequeno número de trabalhadores
nessas categorias. Assim, conclusões sobre as relações
entre tempo de trabalho na empresa e efeitos sobre a saúde ou exposições
são bastante limitadas e devem sempre ser vistas na perspectiva
das heterogeniedades das Áreas de Trabalho e/ou Grupos Ocupacionais,
provavelmente devidas a processos seletivos internos.
A Duração do Emprego na ECOPETROL é fortemente associada com todas aquelas relacionadas com o tempo, portanto não é supreendente que os mais idosos, casados, com familias mais numerosas, maior tempo de rsidência no último endereço e em Barrancabermeja tenham maior tempo de emprego na ECOPETROL (Tabelas 3.1, 3.2). De modo análogo, fatores de risco associados com a idade como o Índice de Massa Corporal acima do ideal aumenta com o tempo de emprego na ECOPETROL, em níveis estatiticamente significantes (p<0.10) (Tabela 3.3). Interessante notar, que a prevalência de hipertensão arterial sistólica e diastólica são estáveis ao longo dos diferentes nívies de tempo de trabalho, talvez uma evidência do acesso a tratamento, sendo estas medidas reflexo dos casos residuais (não tratados ou resistentes ao tratamento). O hábito de fumar embora aumente com o tempo de trabalho não apresenta diferenças estatisticamente significantes. O aumento da tolerância ao álcool inicialmente estimado em 4.0% entre os trabalhadores com menos de 7 anos na empresa, reduz-se para 1.5% para o grupo entre 7 a 16 anos elevando-se em seguida para 3.8%. Padrões semelhantes foram observados para as prevalências de Escores Psicológicos Elevados e Irritabilidade. Estas variáveis conformam curvas sob forma de U que não são comuns em dados populacionais para doenças crônicas como estas, exceto se leva em consideração processos seletivos ocupacionais (população de trabalhadores ativos) devido à essas próprias patologias.
Como os dados da Tabela 3.4 verificam-se que embora haja uma tendência ao aumento da prevalência de alterações neurológicas com a Duração do Emprego na ECOPETROL não há diferenças estatisticamente significantes. Todavia, para as prevalências de alterações da capacidade auditiva que também conformam uma distribuição em forma de U, as diferenças são estatisticamente significantes (p<0.10). Padrões semelhantes foram observados para as alterações na capacidade respiratória mais graves (razão FV1_FVC com ponto de corte em 5%) (Tabela 3.5. Para as alterações da capacidade respiratória definidas com ponto de corte em 80% (Tabela 3.6), verificaram-se associações positivas com o tempo de trabalho exceto para a FEF 25% a 75% e Escores Respiratórios que apresentam também tendência em forma de U. Este fenômeno ocorre, provavelmente, devido às mesmas razões apontadas para outra disfunção crônica, como o aumento da tolerância ao álcool apontado anteriormente.
Os dados relativos aos resultados anormais dos exames laboratoriais (Tabela 3.7) apontam para o aumento das prevalências de fatores de risco para doenças crônicas em associação com a Duração do Emprego na ECOPETROL, como as proteínas (p<0.10), lactase-deshidrogenase (p<0.10), Gama GT (p<0.05) e triglicéridas (p<0.001). Na Tabela 3.8 estão apresentados os resultados da hematimetria e as medidas de Ácido Hipúrico na Tabela 3.9 que não mostraram tendências de associação com o tempo de trabalho na ECOPETROL em níveis estatisticamente significantes para todos os grupos ocupacionais analisados conjuntamente.
Como as distribuições das prevalências de vários efeitos sobre a saúde evidenciaram que não existe uma tendência linear uniforme com a Duração do Emprego na ECOPETROL, a análise estratificada ou multivariada deverá ser conduzida separadamente para cada um dos efeitos, tomando-se grupos referentes distintos de modo a assegurar o pressuposto da linearidade. Portanto não se apresentam dados comparativos. Vale ressaltar que sendo este um estudo de corte transversal qualquer avaliação de tendências temporais como essa estão comprometidas pela dinâmica da força de trabalho ativo, i.e., terminação do emprego devido a enfermidade, re-alocação, e também a própria seleção dos trabalhadores na perspectiva do que se denomina "efeito do trabalhador sadio". Estes são aspectos que limitam as conclusões sobre associações quando se tratam de populações de trabalhadores ativos, especialmente em estudo transversais.
Incluíndo-se os trabalhadores aposentados (n=113) aos 595
da população ativa após excluirem-se os dados perdidos,
somam-se 708 trabalhadores para essa análise que compara esses dois
grupos de trabalhadores. Vale ressaltar que conclusões devem ser
tomadas ccom precaução devido a diferentes processos de seleção
amostral dos grupos em comparação. Dados relativos a diferenças
estatísticas são apenas de cunho ilustrativo.
Somente dez trabalhadores tinham idade abaixo de 48 anos entre os aposentados, que também apresentam maior número de filhos, de tempo de residência no último endereço e em Barrancabermeja (Tabela 4.1, 4.2). Neste grupo, as prevalências de todos os fatores de risco para enfermedades cardiovasculares estavam mais elevadas do que no grupo de trabalhadores ativos (Tabela 4.3), exceção para o hábito de fumar. Notam-se que o aumento da tolerância ao álcool atinge níveis três vezes maior entre os aposentados (p<0.001), provavelmente devido a aposentadorias devido ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
São também bastante elevadas as prevalências de alterações neurológicas, auditivas, do sentido da posição, vibração, dor, tátil e da força muscular em membros inferiores entre os aposentados, como também para as alterações da capacidade respiratória e escore respiratório elevado (Tabelas 4.4 a 4.6). Na Tabela 4.7 mostram-se os dados relativos ao exames sorológicos que evidenciam maiores frequências de valores alterados entre os aposentados para a glicemia, cloro, proteínas, fosafatase alcalina, lactase des-hidorgenase,colesterol total e LDL.
Quanto as alterações hematimétricas (Tabela 4.8), notam-se que a leucocitose é quase duas vezes mais frequente entre os aposentados do que os trabalhadores ativos, o mesmo acontencendo para alterações no número de plaquetas e do hematócrito (p<0.001). Supreendentemente, não foram verificadas diferenças entre os niveis elevados da distribuição do ácido hipúrico ajustado e total na urina entre o grupo de aposentados e trabalhadores ativos (Tabela 4.9).
4.1 Identificação de
problemas de saúde comuns. 4.2
Identificação de Fatores de Risco Ocupacionais Potenciais
Apesar das limitações inerentes a um estudo de corte transversal foi possível o delineamento de respostas a muitas das questões que orientaram essa pesquisa. Apresentam-se as conclusões para cada uma das questões definidas:
Verificou-se que a população de estudo apresenta altas
prevalências de fatores de risco para doenças cardiovasculares
como o peso acima do ideal, hipertensão arterial diastólica
e sistólica, hábito de fumar, altos níveis de colesterol
total e triglicéridas o que aponta para a necessidade de se estabelecer
programas voltados para mudanças comportamentais relativas a hábitos
de vida, como o sedentarismo e dieta não adequadamente balanceada.
No Anexo III apresentam-se uma lista dos trabalhadores que tiveram dados
indicativos de serem grupos de risco para doenças cardiovasculares
para programas de prevenção.A ausência de associação
positiva da prevalência de hipertensão arterial sistólica
e diastólica com a idade leva a pensar na necessidade de maiores
atenções com o acesso ao tratamento especialmente entre os
mais jovens e a continuidade do tratamento. A prevalência de quase
4.0% de aumento da tolerância ao álcool é elevada,
considerando-se que esta é uma população de trabalhadores
ativos. Programas de prevenção voltados para a oferta de
terapias grupais de ajuda mútua para esses trabalhadores são
recomendados (Lista de trabalhadores com Aumento da Tolerância ao
Álcool no Anexo IV).
Alterações do sistema nervoso e psicológicas foram muito comuns na população do estudo o que aponta para a necessidade de programas de prevenção e tratamento específicos. Entre as alterações neurológicas as causas mais comuns foram a redução da perda auditiva comum em ocupações industriais onde é deficiente o uso de equipamentos de proteção individual ou são fracas as medidas de controle do ruído. Atenção especial a esta exposição deve ser focalizada nos programas de intervenção para a saúde do trabalhador (ANEXO IV). Quanto aos sintomas psicológicos, embora sejam comums em grupos populacionais urbanos, trata-se de uma população de trabalhadores do setor industrial, masculina, onde se esperava menores frequências. Estudos mais específicos para se idenificar a natureza da origem dos sintomas são necessários, que enfoquem também aspectos da cultura, migração, familia e também relativos a organização do trabalho e a participação dos trabalhadores.
Também foram comuns os problemas respiratórios nessa população que precisam de melhor detalhamento tanto na sua caracterização (pneumologista) como na identificação da sua origem (ANEXO V). A leucopenia, considerando-se o ponto de corte de 4000, foi muto rara, menos de 1%, levando a que se utilizasse o ponto de corte em 5000. Com isto identificou-se 8.3% de prevalência (ANEXO VI). Para a leucocitose, estimada em 8.0% utilizou-se os ponto de corte tradicional em 10000 (ANEXO VII)
O exame de fatores de risco ocupacionais potenciais requer a integração
dos dados obtidos no estudo ambiental com os dados individuais, o que não
ficou disponível para essa análise. Baseando-se nas variáveis
proxy Áreas de Trabalho e Grupos Ocupcionais verificou-se que todas
as categorias apresentaram-se muito parecidas, tanto em termos das exposições
(Relato de consultor do Estudo Ambiental), quanto dos efeitos. Assim, foram
muito pequenas as diferenças de prevalências das enfermidades/
agravos estudadas, como também das medidas dos intervalos de confiança.
Todavia, notam-se que os trabalhadores da Área de Manutenção
estão mais afetados por alterações neurológicas,
especialmente a perda auditiva, como também de alterações
da capacidade respiratória, mesmo após o ajuste por idade.
Medidas de ácido hipúrico mais elevadas da distribuição
obtida nesse estudo acham-se entre os trabalhadores da Área de Elementos
Externos.
Quanto aos Grupos Ocupacionais verificam-se que os trabalhadores do grupo de Operadores de Manutenção de Campo encontram-se mais comumente afetados por alterações neurológicas (redução da capacidade auditiva). Analistas de Laboratório apresentam maiores frequencias relativas de sintomas de irritabilidade, e níveis elevados de cloro no sangue. A GamaGT elevada foi mais frequente entre os Operadores de Manutenção de Talleres, enquanto que o ácido hipúrico não corrigido acima de 0.8g/L foi mais comum entre os Supervisores/ Tableristas (ANEXOS VIII e IX).
A duração do emprego na ECOPETROL foi um fator associado com o número de sintomas psicológicos mesmo após o ajuste por idade. Notou-se evidências de mecanismos de seleção e terminação do emprego provavelmente relacionados com o aprecimento de enfermidades ou sintomatologia crônica que diferem por cada uma das Äreas de Trabalho e Grupos Ocupacionais. A natureza trasnversal do estudo impede o melhor esclarecimento dessa dinâmica típica do chamado "efeito do trabalhdor sadio".
Os aposentados encontram-se com maiores problemas de saúde do que a população ativa, mas as conclusões são bastante limitadas devido aos efeitos decorrentes dos processos amostrais.
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 2050 | Op. Patio "C"
U-1600 U-1700 |
34 | 6 | 36 | 24 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 2040 | Op. Tanque Norte "D" | 47 | 17 | 23 | 12 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 2070 | Obrero Limpieza | 34 | 39 | 15 | 11 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 2030 | Op. Patio Zona Norte "B" | 46 | 38 | 11 | 5 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 2060 | Obreros Cuarto Cambio | 14 | 82 | 5 | 0 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 2031 | Op. Patio Zona Sur "B" | 73 | 17 | 4 | 6 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 2041 | Op. Tanque Sur "D" | 65 | 30 | 3 | 2 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 2020 | Tablerista para 1300 y 1400 | 34 | 61 | 3 | 1 | Intervención a futuro para incrementar eficiencia, comodidad y seguridad |
| 2021 | Para 1500, 1600 y 1700 | |||||
Elementos Externos
CLAVES OFICIO OWAS (%) COMENTARIOS
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 3030 | Op.CB 5 (Gasolina ACPM, Kero, Jet, CLD, Avigas) | 59 | 20 | 16 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3130 | Op. CB1 | 59 | 20 | 16 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3140 | Op. CB2 | 59 | 20 | 16 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3160 | Op. CB 4 | 59 | 20 | 16 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3170 | Op. CB 8 | 59 | 20 | 16 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3120 | Conductor y Ayudante Camión Vació | 35 | 43 | 11 | 11 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3070 | Separadores Nte. | 61 | 25 | 11 | 2 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3060 | Obrero CB 5 | 21 | 60 | 11 | 8 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3131 | Obrero CB 1 | 21 | 60 | 11 | 8 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3141 | Obrero CB 2 | 21 | 60 | 11 | 8 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3161 | Obrero CB 4 | 21 | 60 | 11 | 8 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3171 | Obrero CB 8 | 21 | 60 | 11 | 8 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3020 | Op CB 6 y 7 (Tanques Aromáticos (9) y productos pesados (5)). | 34 | 17 | 10 | 39 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 3071 | Separadores Sur | 64 | 20 | 10 | 6 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
CLAVES OFICIO OWAS (%) COMENTARIOS
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 3100 | Op. Patio Tablerista PTAR. | 67 | 21 | 9 | 3 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3050 | Op.Llen.Aromático
(Xilenos,Ortoxileno, Ciclohexano,Tolueno,Benceno, y Aromáticos Pesados) |
66 | 24 | 7 | 3 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3090 | Tablerista y Op. PatioPTAR Actividades combinadas | 52 | 41 | 7 | 0 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3135 | Op. Llenadero CB 1 (Carrotanques) | 58 | 30 | 7 | 5 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 3040 | Op. Drenaje
Tanques (desaguador) |
85 | 13 | 2 | 0 | Intervención a futuro para incrementar eficiencia, comodidad y seguridad |
Mantenimiento
CLAVES OFICIO OWAS (%) COMENTARIOS
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 4020 | Paileros (Campo) | 8 | 28 | 44 | 19 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4090 | Mecánicos Campo (Campo) | 12 | 32 | 37 | 19 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4150 | Instrumentista (Electronico-Analistas-(Taller)) | 34 | 33 | 31 | 2 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4030 | Tuberos (Campo) | 22 | 50 | 27 | 1 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4040 | Tubero (Taller) | 41 | 19 | 26 | 14 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4140 | Instrumentista (Campo) | 14 | 58 | 26 | 2 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4110 | Eléctricos (Campo) | 35 | 37 | 23 | 5 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4100 | Eléctrico (Taller) | 23 | 49 | 21 | 7 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4050 | Soldadores | 19 | 43 | 19 | 19 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4080 | Mecánicos campo (Taller) | 13 | 52 | 19 | 16 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4160 | Instrumentas (Electronico-Analitico (Campo)) | 37 | 41 | 19 | 3 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4170 | Pintores | 31 | 46 | 15 | 8 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
| 4010 | Paileros (Taller) | 16 | 66 | 12 | 6 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 4070 | Mecánicos Taller (Válvulas) | 16 | 61 | 12 | 11 | Intervención inmediata o acorto plazo. Riesgo alto. |
CLAVES OFICIO OWAS (%) COMENTARIOS
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 4130 | Instrumentistas (Taller) | 24 | 63 | 11 | 2 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 4190 | Obreros | 18 | 66 | 11 | 5 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 4060 | Mecánicos Taller (Maq. y Herram.) | 38 | 47 | 8 | 7 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
| 4120 | Eléctrico (Laboratorio) | 35 | 58 | 6 | 1 | Intervención a corto plazo. Riesgo moderado a alto. |
Laboratorio*
CLAVES OFICIO OWAS (%) COMENTARIOS
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 5180 | Bodeguero | 57 | 40 | 3 | 0 | Intervención a futuro para incrementar eficiencia, comodidad y seguridad |
| 5160 | Analista Cromatografía Gases (en general) 3 turnos | 75 | 23 | 2 | 0 | Intervención a futuro para incrementar eficiencia, comodidad y seguridad |
(*) Todos los demás oficios no obtuvieron posturas de las categorías 3 y 4 por lo que no se incluyen.
5. INTEGRACIÓN DE CONCLUSIONES Y RECOMENDACIONES DE
ACUERDO A LA FASE I Y FASE II
Como consecuencia de los estudios cualitativo y cuantitativo practicados en la compañía ECOPETROL, se derivaron una serie de conclusiones en los ámbitos de higiene industrial, seguridad y ergonomía que resulta necesario analizar para ello integrar las concordancias y discrepancias que sustentan las recomendaciones finales.
De esa manera en forma resumida se describen a continuación los aspectos relevantes derivados del estudio cualitativo y los que corresponden al cuantitativo encontrados como consecuencia de las orientaciones del primero.
(Texto integro de informe original)
Las conclusiones obtenidas en el trabajo realizado en la 1º fase del estudio integrado, deben entenderse como resultados parciales y se restringen exclusivamente a esta 1º fase del estudio cualitativo, como lo hemos señalado en la introducción de este informe.
Cabe por lo tanto, completar este estudio con la fase cuantitativa en donde se tendrá una visión objetiva de la situación así como resultados concretos.
Las conclusiones que son presentadas a seguir, tienen como objetivo dar una visión crítica al esfuerzo que la empresa viene desarrollando durante años, para mejorar políticas y programas de Salud Ocupacional.
La visión moderna y técnica, indica la necesidad de contar en la práctica, con directrices básicas, documentadas por escrito, de fácil compresión para todos los trabajadores y practicadas por éstos en el día a día de sus acciones operacionales.
Cuando indicamos que falta, no fue verificado, estamos diciendo que no encontramos estos documentos escritos o no están siendo practicadas las acciones de prevención.
ASPECTOS POSITIVOS DESARROLLADOS POR ECOPETROL QUE PUEDEN SER CITADOS:
Desarrollo del proyecto: Salud Ocupacional en la industria del Petróleo.
El desarrollo de este proyecto a través de una negociación de ECOPETROL con el Sindicato de trabajadores del Petróleo (USO) y con la participación del Ministerio de la Salud y OPS/OMS, ha permitido un notorio adelanto de conocimiento, técnicas y recursos en las áreas de Salud Ocupacional en el C.I.B.
Este proyecto que se extiende por varios, años, ha permitido la participación de equipos multidisciplinares de consultores, que sin duda ayudaron a consolidar y actualizar las prácticas adecuadas en Salud Ocupacional en el C.I.B.
Programa de Prevención de Pérdidas en el Complejo.
El programa orientado por The international Loss Control Institute (ILCI) de los Estados Unidos está siendo implantado en el C.I.B. y alcanza actualmente varios niveles de la jerarquía de la compañía.
Este programa una vez implantado en su totalidad, traerá resultados efectivos y positivos en el tratamiento de los problemas generados en el área de la Salud Ocupacional.
El programa no llego aún nivel Operacional.
Conocimiento técnico.
ECOPETROL y sus profesionales detectan conocimientos y tecnología necesarios para refinar y transformar productos derivados del Petróleo.
Las buenas prácticas de producción deben contribuir para facilitar la implantación del control de los riesgos ocupacionales.
Disponibilidad de recursos.
Ha sido extremamente positivo para el adelanto y evolución de control de riesgos ocupacionales en el C.I.B., la aplicación de recursos tanto financieros como humanos, lo que ha permitido la creación y funcionamiento de un departamento de Salud Ocupacional bien estructurado que viene desarrollando diversas acciones de estudio de evaluación de riesgos y orientando medidas de control para los problemas detectados.
Recursos de equipos para el muestreo de Higiene Industrial.
Son de gran importancia para el desarrollo de Higiene Industrial los equipos para efectuar las evaluaciones cuantitativas. El SOA, cuenta actualmente con un conjunto básico de equipos de muestreo y con profesionales con un buen nivel de formación técnica y que garanticen un desarrollo futuro de la Higiene Industrial en el C.I.B.
Infraestructura para la atención médica.
La empresa cuenta con infraestructura completa hospitalaria, para la atención médica de sus funcionarios, incluyendo emergencias y Salud Ocupacional.
Ropas y EPP para los funcionarios.
La empresa proporciona ropas de trabajo y Equipos de Protección Personal para todos los funcionarios que deben actuar en las plantas de procesos.
Existe un programa permanente para su adquisición y un contacto permanente con fabricantes y representantes de estos equipos a nivel nacional e internacional. Gran parte de este material es de buena calidad.
Las fallas detectadas se refieren a la ausencia de directrices para su:
adecuación al riesgo;
adecuación a los trabajadores (aspectos ergonómicos);
Capacitación para su uso;
mantenimiento, incluyendo guarda, limpieza e higienización;
mantenimiento de equipos sofisticados como los autocontenidos;
falta de un buen programa de protección respiratoria que incluya todos estos ítem.
Herramientas manuales.
De acuerdo con este estudio, en una primera observación las herramientas manuales se presentan como siendo de buena calidad y en número suficiente.
Metas de Seguridad para el nivel Directivo
Para el nivel directivo existen metas de Seguridad las cuales son formuladas anualmente.
Estas directrices son importantes y deberían extenderse a través de una planificación que llegase a todos los niveles de la empresa.
Estructura en el área de capacitación.
El área de capacitación se muestra actualmente con una buena estructura para atender las demandas de las áreas productivas. Es un excelente soporte para mejorar y actualizar cursos de Seguridad y Salud Ocupacional para todos los niveles.
Manual de prácticas de Seguridad
Este material se encuentra actualmente en fase de inicio.
Acciones diversas coordinadas en el SOA.
Se han realizado y se realizan actualmente diversas acciones en este departamento que tiene por objetivos mejorar el desempeño de las prácticas de Seguridad para los diversos sectores de la producción. El SOA viene realizando y coordinando trabajos de:
Asesoría en Salud Ocupacional a los sectores de producción.
Funcionamiento de un grupo de trabajo que realiza informes y estadísticas de accidentes.
Actividades de prevención de accidentes con consecuencias para el medio ambiente.
Actividades de prevención de incendios incluyendo capacitación.
Coordinación del programa: Panorama de riesgos.
Son de gran interés y de resultados altamente positivos:
Manual de Normas de Seguridad, actualmente en revisión.
Estudios de Higiene Industrial sobre los temas de ruido y agentes químicos, los que son
realizados permanentemente por profesionales del departamento.
Estudios realizados por consultores externos, a pedido de la Empresa, tales como mapeamiento de ruido por equipos y máquinas del C.I.B.; y el estudio de Higiene Industrial realizado por la Escuela Colombiana de Medicina.
Grupo de trabajo sobre análisis de riesgos para los nuevos proyectos y modificaciones.
Capacitación en Seguridad e Higiene Industrial proporcionada directamente a otras áreas de trabajo.
Seguridad en Elementos Externos.
Merecen especial destaque las acciones desarrolladas por Elementos Externos en el área de Seguridad y mejorías visibles en las condiciones de trabajo tales como:
Distribución visual y operacional (Ex. casa de bombas 8 y llenadero nuevo);
Manual escrito de Panorama de riesgos del área de Elementos Externos y Salud Ocupacional.
Análisis de riesgos de Procesos.
El sector de Producción ha iniciado los estudios de análisis de riesgos de procesos a través de la técnica "AZOP".
Plan de emergencias
Hemos tenido acceso al primer estudio que se refiere al montaje de un plan general de emergencia y evacuación de funcionarios.
PROBLEMAS DETECTADOS POR EL ESTUDIO DE HIGIENE, SEGURIDAD Y ERGONOMIA.
Falta de una Política de Seguridad y Salud Ocupacional
No se verificó la existencia de una política de seguridad y Salud Ocupacional coherente con las metas de la empresa, concisa, de fácil comprensión y disponible para todos los funcionarios.
Procedimientos Desactualizados
Los procedimientos o prácticas-padrón existentes están desactualizadas, no son del conocimiento de todos los que deberían conocerlas y no está determinado claramente quiénes deben conocerlas.
Los tópicos referentes a la salud ocupacional son deficientes.
Comunicación Deficiente
Existen fallas evidentes en el sistema de comunicación tanto horizontal como vertical, entre la dirección de la empresa, toda la jerarquía y los niveles operacionales lo que impide que e flujo de informaciones en todos los sentidos, garantice un intercambio de experiencias, el trabajo en equipo y la búsqueda de excelencia en la producción.
Inexistencia de un programa de control de contratados
No existe en la empresa un programa específico para el control de contratados que debe establecer claramente las responsabilidades y las bases para el adiestramiento y que deben ser definido según el trabajo a ser ejecutado, incluyendo aspectos de Seguridad y Salud Ocupacional.
Falta de inspecciones programadas.
No existe en la refinería actualmente, un programa de inspecciones planificadas de Seguridad y Salud Ocupacional.
Sistema para informar prácticas inadecuadas de trabajo.
Falta de un sistema para relatar prácticas y condiciones inadecuadas de trabajo.
Protección Individual
Hay deficiencias en el sistema actual para escoger y usar equipos de protección individual en función de los riesgos existentes, faltando también el programa de adiestramiento para su uso.
Calificación de Operadores
Falta de un programa de calificación de operadores para las diferentes funciones.
Equipos de protección para emergencias.
Fallas en el uso y mantenimiento de los equipos de protección para emergencias. No existe confiabilidad de que estos equipos se encuentren en perfecto estado de uso, y hay dudas en relación a la capacitación de los trabajadores, cuanto a su uso correcto.
Riesgos de explosión e incendio
El riesgo de explosión e incendio es permanente debido a condiciones propicias para estos eventos, tales como:
Instalaciones eléctricas improvisadas con alambres expuestos;
Algunas instalaciones no blindadas en ambientes con concentraciones de vapores inflamables;
Uso de llama abierta en encendido de hornos (Aromáticos y Parafinas);
Cilindros de gases comprimidos en el interior de laboratorio;
Ausencia de pararrayos en tanques e instalaciones del proceso, etc.
Fallas de señalización
Es evidente y generalizada la falta de señalización adecuada, tanto en el uso de colores padronizados, como tuberías y dirección del flujo de productos.
Exposición ocupacional a productos químicos
La exposición ocupacional a diversos productos químicos, principalmente verificada por inhalación y contacto dermal, se produce en todas las áreas de trabajo delimitadas por el proyecto.
Las exposiciones dermales se producen por el manejo manual inadecuado de productos aromáticos y alifáticos, durante la toma de muestras y en algunas actividades de mantenimiento en la planta.
Ayudan a estos contactos, los derrames en bombas, válvulas y uniones cuando se presentan defectos.
Por otra parte, esta situación se agrava por el uso inadecuado de guantes y ropa de protección y por la falta de capacitación de los trabajadores en temas relacionados con estos riesgos.
Las exposiciones por inhalación se dan por la evaporación de productos volátiles en situaciones de derrames, toma de muestras llenaderos de productos para carros bombas y transporte fluvial, separación de afluentes líquidos, etc.
Estas situaciones se agravan por el uso inadecuado de protección respiratoria.
Exposición Ocupacional a ruido.
La exposición ocupacional a niveles de ruido potencialmente agresivos para los trabajadores, se generaliza en las instalaciones y procesos del C.I.B. La empresa tiene algunos estudios que fueron hechos y se conoce la localización de las áreas más críticas en función de los equipos más ruidosos.
Las exposiciones se agravan visto que no existe actualmente un programa de conservación auditiva bien estructurado, existiendo fallas notorias en la especificación y uso de protección auditiva, así como, en la capacitación de los usuarios de dicha protección.
Exposición ocupacional al calor
Se desconoce actualmente la gravedad de las exposiciones al calor, pero existen algunas evidencias, que éstas pueden producirse en actividades diversas tales como: intervenciones de mantenimiento en equipos que trabajan en caliente, o en las cercanías de estos. El clima en la mayor parte del año, puede aumentar la sobrecarga térmica, aliada a trabajos de intensa actividad física y en condiciones de elevada humedad relativa del aire.
Falta de divulgación y uso de informaciones sobre los riesgos en el manejo de productos químicos.
Fue verificada la existencia de informaciones en documentos tipo MSDS (Material Safety Data Sheet) de un cierto número de productos, pero esta información no está disponible para todos los trabajadores.
Falta de un programa eficiente de capacitación en temas de Seguridad y Salud Ocupacional.
No fue verificada la existencia de un programa permanente y eficiente en el área de seguridad y salud ocupacional, con la participación activa de los trabajadores al nivel de operación.
Un programa bien logrado de educación y capacitación en esta área es sin duda un gran paso para una prevención eficiente de accidentes y enfermedades ocupacionales.
Ausencias de un plan de emergencias.
No se constató un trabajo profundo y permanente sobre este tema, el cual reviste una gran importancia en función de la variedad de riesgos presentes en las áreas de trabajo del proyecto.
Los riesgos mayores, tales como incendio, explosión, inundación requieren una preparación permanente de los trabajadores en la planta y de la comunidad vecina.
Como mínimo los siguientes temas deben ser objeto de estudio y preparación más profunda.
Emergencias
Fuego
Evacuación
Teatro de explosión
Escenario de emergencias mayores
Responsabilidades
Comunicaciones
Participación de órganos públicos
Comunicación y participación de la comunidad
Preparación de ejercicios.
Sala de control y procesos
Las salas de control de los procesos (Aromáticos y Parafinas) presentan diversos problemas, a saber:
Fallas en el diseño e implantación de los puestos de trabajo.
La iluminación artificial presenta fallas en el proyecto que se manifiestan por problemas de distribución de luz no homogénea, reflejos molestos, ofuscamientos e intensidad inadecuadas para las tareas visuales de rutina, dificultando la lectura de los parámetros necesarios para el control de los procesos.
La ubicación y el funcionamiento de las fuentes de aire acondicionado, no son compatibles con los parámetros de confort ambiental.
Los muebles de los cuarto de control no son adecuados para los trabajadores así como para las tareas allí realizadas.
Algunos aspectos de la configuración de las informaciones en los terminales de vídeo, necesitan de un análisis más profundo. Vale la pena citar aspectos tales como:
División de la información en la pantalla
Agrupamiento de las informaciones
Diálogo con el computador
Soporte para el diálogo con el sistema
Compatibilidad entre los diferentes programas y las representaciones mentales de los colectivos del trabajo
Precisión de las informaciones
Flexibilidad del sistema en función de las diferencias entre los usuarios
La carga de la información debe considerar la capacidad de memorización.
Válvulas
Existen diversos problemas de Seguridad, Higiene y Ergonomía vinculados a localización y estanquedad, produciendo, muchas veces derrames y pérdidas de productos químicos diversos, facilitando su evaporación y por consiguiente la exposición de los trabajadores a contaminantes químicos.
La dificultad observada para abrir y cerrar válvulas, en un número elevado de situaciones, está vinculado a aspectos de mantenimiento.
Derrames por fallas en bombas.
Los derrames producidos en las bombas están relacionados con fallas en los sellos mecánicos (ruptura y daños por cavitación).
Fallas de instrumentación.
Las fallas de instrumentación llevan a indicaciones falsas, produciendo desajustes de las indicaciones entre el patio y el tablero.
Problemas de comunicación entre laboratorio y las plantas.
A través de las observaciones constatamos la existencia de problemas de comunicación entre laboratorio y plantas.
El sistema de comunicación esta sobrecargado.
Recolección de muestras.
Por otra parte la colecta de muestras no siempre obedece a las instrucciones dadas por el laboratorio lo que produce problemas de confiabilidad de resultados aumentando la carga de trabajo de los analistas.
Secuencia de ensayos y materiales no adecuados.
La ubicación de los puestos de trabajo no obedecen a la secuencia lógica de los procedimientos de análisis. Esto hace con que, una muestra circule inadecuadamente en el laboratorio, aumentando la posibilidad de contaminación para la propia muestra y para los analistas.
Equipos y materiales de laboratorio
Los equipos y materiales del laboratorio no acompañaron la evolución tecnológica de las plantas, Esto se refleja especialmente en los dispositivos para colecta de muestras de gases, los cuales pierden parte de su contenido durante el traslado al laboratorio.
Muebles de laboratorio
Los muebles usados en el laboratorio no son adecuados para la ejecución delas actividades aquí desarrolladas.
Las cabinas y puestos de trabajo son inadecuados cuanto a su diseño y dimensión.
Riesgos en las actividades de mantenimiento.
Las condiciones de trabajo para los funcionarios de mantenimiento en planta, son muy adversas.
Estos trabajadores, muchas veces ejecutan sus funciones en situaciones precarias de equilibrio, en posiciones inadecuadas y con un nivel elevado de exigencias congnitivas y emocionales.
Casi siempre las intervenciones están sometidas a exigencias de urgencia, con el agravante de trabajar expuestos a diferentes contaminantes químicos en precarias condiciones de uso de equipos de protección personal, la mayoría de las veces inadecuados para el riesgo, sin capacitación para su uso y por consiguiente usados de forma incorrecta.
Organización del trabajo en Elementos Externos
Llama la atención, en relación a la organización del trabajo en esta unidad el sistema de rotación de los trabajadores, los cuales cambian de lugar de trabajo a cada 3 meses (menos PTAR).
De acuerdo con los estudios de memoria y aprendizaje, esta práctica no es adecuada y puede comprometer los aspectos de seguridad.
ESTUDIO CUANTITATIVO FASE II
En lo general las observaciones hechas por el grupo de especialistas encargado de llevar a cabo el estudio cualitativo, que fueron identificadas y reconfirmadas en sus características por los investigadores comisionados en la fase II son en su nivel administrativo:
- Los aspectos positivos desarrollados por ECOPETROL
- La falta de política de seguridad y salud ocupacional
- La falta de actualización de los procedimientos
- La deficiente comunicación
- La falta de contratos para personal externo
- La falta de inspecciones programadas
- El reporte de prácticas inadecuadas de trabajo.
- Las deficiencias del programa de protección personal
- La capacitación
- Falla en la divulgación de riesgos
- Ausencia de plan de emergencias
Por su parte también se corroboró que los siguientes señalamientos observados en las áreas productivas fueron reportados por nuestro grupo.
- Fallas de equipo de protección para emergencias
- Riesgo de explosión en indencio
- Señalización inadecuada
- Exposición a productos químicos
- Exposición a ruido
- Exposición a calor
- Irregularidades en las salas de control de procesos
- Fallas frecuentes en válvulas
- Derrames por fallas en bombas
- Fallas de instrumentación
- Recolección inadecuada de muestras
- Mobiliario de laboratorio inadecuado
- Procedimientos de mantenimiento inseguros e insalubres
A las anteriores se debe complementar con las siguientes derivadas del estudio en su fase II.
- Exposición a fenol
- Exposición a ácido sulfhídrico
- Exposición a monoetanolamina
- Exposición a radiaciones ionizantes
De igual manera estamos de acuerdo en lo general en las recomendaciones que por lo administrativo, instalaciones, procedimientos y correcciones de anormalidades de la planta incluyen las acciones que a continuación se enumeran y que se encuentra ampliamente descrita en los informes específicos de cada componente.
- Organización y gerenciamiento de la seguridad y salud ocupacional
- Política
- Sistemas de seguridad
- Procedimientos e instrucciones
- Respuestas a emergencias
- Control de procesos peligrosos
- Control de pérdidas
- Seguridad del proceso
- Mantenimiento
- Capacitación y motivación
- Promoción de la seguridad, higiene y ergonomía
- Informes de investigación de accidentes
- Comités de seguridad
- Equipos de emergencia
- Programas de protección personal
- Sistema de comunicación
- Evaluación de agentes físicos
- Evaluación de agentes químicos
En las recomendaciones establecidas en el estudio cualitativo se expresan además con detalle las pruebas que se sugieren practicar para cuantificar el nivel de los riesgos por planta, oficio y turno a que se exponen los trabajadores con la consecuente medición de los agentes físicos y químicos que en cada lugar en el informe se describieron.
En lo que se refiere a los agentes ambientales a ser cuantificados, la estrategia empleada para obtener la información propuesta, se soportó en lo recomendado en el informe de la fase I con algunas variantes que por cambios en las áreas ocurrido en tiempo presente no pudieron apegarse estrictamente a lo recomendado, sin embargo las sustituciones son mínimas y convenientemente adecuadas a la realidad actual.
Los resultados de las cuantificaciones particulares que se informan en resumen en el presente informe ejecutivo y con la amplitud debida en el específico correspondiente, no dejan duda que los agentes reconocidos en la fase cualitativa, efectivamente están presentes en los lugares y operaciones señalados.
Tal circunstancia permitió a través de la medición y evaluación cuantificar la magnitud de los riesgos reales en las diversas áreas y oficios que se desempeñan por los trabajadores.
De acuerdo a las concentraciones reportadas en las tablas de resultados, en su mayoría se aprecia que alcanzan niveles de riesgo aceptable en su magnitud de exposición ponderada a 8 horas, aún en su valor de límite superior de confianza.
Por su parte, las cuantificaciones practicadas para evaluar la magnitud de la exposición en tiempos cortos, que se recomiendan efectuar para definir lo que ocurre en el desempeño de actividades con exposición elevada durante la ejecución en el turno, se observó que éstas alcanzan valores significativamente mayores a los promedios que desafortunadamente por no existir cifras de referencia en los criterios adoptados para su interpretación, no permitieron concluir sobre la magnitud del riesgo que ello implica.
De todas formas es particularmente significativo el hallazgo que se refiere a los niveles elevados en exposición corta y los valores aceptables en la ponderada a 8 horas, hecho que es consecuencia de la relación entre los niveles a tales concentraciones y los tiempos de exposición que regularmente experimentan los trabajadores en el desarrollo de su puesto.
En el lapso de medición de una semana la conclusión explicada anteriormente pudiera ser invalidada para aquellas circunstancias en las que el trabajador debe permanecer tiempos mayores sujeto a las condiciones de mayor severidad identificadas en los estudios de tiempo breve, o cuando permanece mayor tiempo que el habitual en las zonas de trabajo que regularmente se definieron con valores superiores al promedio de exposición.
Lo anterior es un supuesto que indudablemente es factible se presente dentro de las condiciones naturales de la planta, situación que con las evidencias cuantitativas puede controlarse cuando se prevea ocurrirá.
En lo que corresponde al componente de seguridad, las observaciones planteadas en el informe fase I, no sólo fue posible verificar su existencia, sino que se incrementaron de manera importante las anormalidades al practicarse los estudios cuantitativos de los riesgos potenciales posiblemente causales de siniestros y accidentes, de tal manera que como se expresa con amplitud en el informe específico, en la empresa existe una necesidad imperiosa de dar atención a los factores causales de siniestros y accidentes.
Por su parte en la correlación de los estudios en el campo del componente de ergonomía, en el informe de la fase I del estudio integrado del ambiente de trabajo, se mencionan como posibles efectos de la presencia de factores de riesgo ergonómicos los problemas músculo-esqueléticos en especial las lumbalgias y los desórdenes por trauma acumulado presentes en cada una de las áreas comprendidas en la fase Y.
El cuestionario de síntomas musculoesqueléticos, como se mencionó arriba, mostró que poco más de la mitad de los trabajadores encuestados tiene o han tenido durante el último año, alguna molestia musculoesquelética y que él considera que está relacionada con su trabajo (55%).
De las cinco áreas incluidas en el estudio, la de Mantenimiento fue la que obtuvo la mayor prevalencia de síntomas (35%), así como en lo relativo al tipo de síntoma (Dolor, Adormecimiento, Ardor, Inflamación y Rigidez). A su vez, esta misma área es la que tiene el mayor número de quejas musculoesqueléticas por oficio, presentando en el análisis de OWAS porcentajes elevados, superiores a 20%, de posturas de Categorías 3 y 4, las cuales indican un alto riesgo debido a esfuerzos posturales. Lo que indica que en los trabajadores de esta área son los que se encuentran, en términos generales, en mayor riesgo. Mantenimiento, también, presenta los valores más altos cuando se observan los síntomas por región del cuerpo en Codo, Muñeca, Espalda y Piernas, explicable por el tipo de actividades que este grupo de operadores desempeña. Estos datos están en concordancia con las observaciones hechas por los investigadores de la primera fase del estudio integrado.
Las plantas de Parafinas y Aromáticos así como las áreas de Elementos Externos y Laboratorio, también, presentan una relación entre los resultados de la encuesta de síntomas y los valores obtenidos por el análisis OWAS.
En la Fase I del estudio se menciona que válvulas, instrumentos de lectura y medición no se encuentran ubicados apropiadamente lo que obliga a los operadores a adoptar posturas peligrosas y pudieran provocar caídas o accidentes serios, además de los ya mencionados problemas por sobre esfuerzo acumulado. En las plantas de Parafinas, Aromáticos y el área de Elementos Externos se pueden explicar estos datos al considerar las características del lugar de trabajo ( dimensiones de elementos a manipular ), las cuales obligan al trabajador a realizar esfuerzos físicos importantes, además de adoptar posturas extremas y viciosas por períodos, en muchos casos, prolongados.
El área de Laboratorio mostró la presencia de prevalencias altas en partes del cuerpo como el Cuello, Hombro, Codo, Muñeca, Dedos y Piernas. A pesar de que no se observó este mismo patrón en la Espalda, estos valores corresponden la las regiones del cuerpo que se esperaría provocarán problemas debido a las posturas adoptadas durante la realización de las labores cotidianas.
Al observar los resultados de la evaluación de las condiciones generales de trabajo en las distintas áreas del estudio, podemos concluir que el factor de Concepción del Puesto (CP), esto es el referente a las características físicas del lugar de trabajo (geometría del lugar de trabajo), confirma lo expuesto en el informe de la Fase I y a su vez, concuerda con el resultado de la evaluación de dimensiones antropométricas y las mediciones realizadas directamente sobre los distintos elementos de la estación de trabajo al dar valores superiores a 4 (Malo y Muy Malo), vrg., falta de correspondencia entre las dimensiones de los trabajadores y las del puesto de trabajo, así como en la especificidad del mobiliario y herramientas usadas ya mencionado en el estudio Integrado del Ambiente de Trabajo (Fase I) previamente realizado.
El componente B (Entorno) y que se refiere a las condiciones de higiene y limpieza del lugar de trabajo también está presente en varias de las áreas, especialmente en la de Parafinas, Elementos Externos y Mantenimiento. Estos valores indican problemas de este componente en las áreas mencionadas. El componente de Higiene Industrial, complementario a éste arrojará datos más precisos sobre los factores de higiene evaluados. Sin embargo, cabe mencionar que los valores altos de el componente B (Entorno) reflejan las condiciones de ausencia de limpieza del lugar de trabajo así como la presencia de otros factores como elementos móviles de maquinaria que representan un peligro para la integridad del trabajador.
Las características de ciertas actividades realizadas por los operadores en oficios de áreas de Laboratorio, Mantenimiento, Parafinas y Aromáticos dieron por resultado valores altos para el componente D (Carga Mental), lo que aunado a otros factores, como por ejemplo el esfuerzo postural, exacerba el efecto de este componente. Estos resultados corresponden a los ya señalados en la Fase I de este estudio.
El análisis estadístico de las variables psicosociales estudiadas reveló que de las dieciséis variables sólo cinco resultaron estadísticamente diferentes entre las áreas. Aromáticos, por ejemplo, indicó ser la planta en la cual los trabajadores se sienten más inseguros en su trabajo, seguidos por los del Laboratorio. De tendencia inversa resultó la variable de Apoyo psicosocial por parte del supervisor en estas dos áreas, esto es, los trabajadores sienten menor el apoyo de su supervisor en estas dos áreas. Estas diferencias podrían explicarse por el grado de conciencia sobre la problemática de la empresa y un poco por la idea de que ésta no hace lo suficiente por remediar esta problemática, provocando desmotivación y sentimiento de abandono. La imposibilidad de influir individualmente en las políticas de la compañía contrasta con al idea de que el sindicato sí tiene influencia en dichas políticas. Lo que indica falta de identificación con la empresa, o con sus fines, y desmotivación hacia el trabajo. Más aún, en la variable que indica la influencia individual sobre las políticas del sindicato, la respuesta unánime de que no existe influencia individual en las decisiones del sindicato resulta indicativo de cierto alejamiento del trabajador hacia su sindicato.
SEGURIDAD INDUSTRIAL
Del análisis de la información recopilada, a través
de la aplicación de las técnicas de Análisis de Riesgos
y Estudios de Operabilidad a las Instalaciones Industriales y Laboratorios
del CIB de ECOPETROL, involucrados en el presente proyecto de SOIP se llega
a las siguientes :
6.1 PERSONAL DE OPERACIÓN 6.2
PERSONAL TECNICO 6.3 ORGANIZACIÓN
DEL TRABAJO 6.4 MANTENIMIENTO 6.5
ESTADÍSTICAS
6.6 RECOMENDACIONES DE PREVENCIÓN
Y CONTROL
6.7 MODELO DE MONITOREO AMBIENTAL QUE
INCLUYE CONTINGENCIAS
6.8 HERRAMIENTAS BÁSICAS
La gran mayoría del Personal de Base que atiende la operación
de las plantas de proceso y los servicios auxiliares de las mismas tienen
un excelente conocimiento , tanto de las unidades en sí , como de
los procesos que se llevan a cabo en ellas y de los equipos y sistemas
que las integran.
En relación a su Filosofía como trabajadores de la Empresa
Nacional mas importante de Colombia, se aprecia que está orientada
al logro de metas de superación profesional, personal y de conjunto
dentro del trabajo, en concordancia con los planes de modernización,
actualización y desarrollo del Corporativo de ECOPETROL.
Con muy buen grado de desarrollo, aplicando una parte importante
de su actividad a la actualización profesional.
HAY PLANTAS DONDE SE ABANDONA LA ATENCIÓN DE ACTIVIDADES PRIORITARIAS
PARA REALIZAR OTRAS QUE DEBERÍAN EFECTURASE POR PERSONAL DISTINTO.
Si bien se ha puntualizado que el personal de base atiende con esmero,
dedicación y eficiencia la operación de las unidades de proceso,
debe establecerse también que algunos procesos, por su complejidad
teórica, no pueden ser entendidos cabalmente por el personal de
base, dando con ello lugar a acciones operacionales que implican riesgos
muy serios, deterioro acelerado de las instalaciones y baja eficiencia
de los procesos.
Se sugiere que las plantas que tienen éste tipo de procesos, sean atendidas también por Personal Técnico y que además se cree un Departamento de Ingeniería de Procesos que tenga como funciones participar en la Administración Operativa, el Mantenimiento y la Optimización de los Procesos de dichas plantas en base a las características Tecnológicas de las mismas.
Para lo anterior, será necesario implementar cursos de capacitación para el personal, tanto de Base como Técnico Administrativo..
Planificar que el Departamento de Ingeniería de Procesos atienda a profundidad Teórica tales procesos para que a través de estudios de ingeniería se solucionen los problemas de cualquier tipo que surjan.
Diseñar un sistema de Mantenimiento Integral para la adecuada
preservación de las instalaciones, conservando su óptimo
funcionamiento en condiciones de óptima seguridad.
Lamentablemente, tiene que aceptarse que el mantenimiento, en todas
las áreas estudiadas, ha sido deficiente, con evidente carencia
de técnicas, de procedimientos y en ocasiones, de medidas adecuadas
de seguridad.
Se recomienda TECNIFICAR más el mantenimiento.
El aspecto exterior de las instalaciones, especialmente en el área de Parafinas y particularmente en la planta de Desparafinación con MEK, donde las condiciones del proceso ( temperaturas muy frías ) acentúan dramáticamente lo agresivo de las condiciones ambientales, el estado de corrosión externa de las tuberías y de las estructuras de acero para soporte de equipos, escaleras, barandas, pisos de pasillos de acceso, etc, etc, es verdaderamente ruinoso, implicando condiciones muy inseguras para los trabajadores y evidenciando que NUNCA han recibido mantenimiento.
El cuarto de Control para los operadores de Filtros se encuentra en
condiciones semejantes y el proyecto, para el nuevo cuarto, es sumamente
austero sin facilidades para mejorar la comodidad y la insalubridad del
actual.
Se analizaron las estadísticas de mantenimientos, cambios,
modificaciones, accidentabilidad, calibraciones y eventos de riesgo, llegándose
a la conclusión de que además de estar incompletas y discontínuas,
no se han utilizado como base de datos para dar seguimiento y definición
a condiciones de riesgo surgidas en los procesos y en los equipos, como
aquellas por las cuales se produjo el incendio en la bomba P-1311 de la
U-1300 Y LA MUERTE de siete trabajadores y dos quemados el tres de agosto
de 1994 a las 12:00 hs.
En efecto: seis años antes, el 10 de octubre de 1988, ésta misma bomba tuvo problemas de velocidad atribuíbles al gobernador, habiéndose encontrado también que la válvula de bloqueo de la succión tenía el vastago torcido.
Finalmente, ésta misma bomba, el 25 de agosto de 1997 vuelve a tener problemas con el gobernador y se encuentra su válvula de bloqueo de la succión con el vastago torcido.
Con éstas estadísticas pudo haberse elaborado el estudio de una situación de anormalidades que han estado latentes por espacio de 10 años sin haberse definido las causas de las mismas ni las medidas a aplicar para la solución definitiva de los problemas ahí presentes.
Específicamente, en relación a las plantas estudiadas, tenemos lo siguiente:
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PERDIDOS |
EXPOSICÍON A PRODUCTOS QUÍMICOS E INCENDIO |
PERDIDOS |
| PARAFINAS |
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| AROMÁTICOS |
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| AREA EXTERNA
CASAS DE BOMBAS Nos. 1 Y 6 NUEVO LLENADERO DE AROMÁTICOS PTAR SEPARADORES: 3010, 3020, 3030 Y 3050 |
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| MANTENIMIENTO |
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Lo que equivale en porcentajes a:
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| PARAFINAS |
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| AROMÁTICOS |
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| AREA EXTERNA
CASAS DE BOMBAS Nos. 1 Y 6 NUEVO LLENADERO DE AROMÁTICOS PTAR SEPARADORES: 3010, 3020, 3030 Y 3050 |
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| MANTENIMIENTO |
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De acuerdo a los datos de la tabla anterior, el porcentaje más alto de 25, correspondiente a parafinas, es debido a accidentes directamente relacionados con la presencia de agentes químicos contaminantes en el ambiente, ya sea por inhalación, contacto o incendio.
En el caso de la planta de aromáticos, cabe aclarar que en agosto de 1994 se presentó un incendio con saldo de 6 muertos, es decir 18,000 días perdidos de acuerdo a la norma ANSI Z-16.1. Lo que hace tan grande el porcentaje de 75% y 99.99% en accidentes y días perdidos, respectivamente lo cual no es representativo.
RIESGOS POR INSTRUMENTACIÓN
La instrumentación de las áreas estudiadas, tecnológicamente es apropiada y se sigue fortaleciendo en algunas de ellas con elementos modernos de control, pero en otras, está sin concluirse, como es en el área de tanques de algunas plantas en que las MOV´s no se han terminado de instalar.
Aquí, nuevamente puede llamarse la atención sobre el área
de Parafinas, en donde se tiene proyectado instalar Control Distribuído,
que se ha quedado en los inicios y que por otra parte, mantiene la operación
de Equipos Clave en condiciones muy precarias, con la seguridad pendiente
de un hilo. Es el caso de los Calentadores a fuego directo de las plantas
de tratamiento con hidrógeno U ´s-1100, 1110, y 1120 en donde
las protecciones por alta temperatura, falla de flujo etc, etc, están
amarradas con alambres porque las condiciones de disparo no se han podido
ajustar.
En el proceso de extracción de Aceites Lubricantes con Propano,
a partir de Fondos de Vacío, un punto importante del control, es
la posición de la interfase Aceite-Propano / Asfalto –Propano a
lo largo de la torre de extracción T-1001.
Es una variable importante porque de ella depende la calidad del aceite y el correcto funcionamiento de las secciones de recuperación de solvente de la planta.
Normalmente , la posición de ésa interfase, se localiza a la mitad de la altura de la torre de extracción. En el diseño de la Planta DAP del CIB, las conexiones para la detección de ésa interfase se encuentran prácticamente en el fondo de la torre , por debajo del punto de inyección del propano líquido y por si fuera poco, se instaló una celda de presión diferencial, definitivamente no recomendable, para indicar la posición de la interfase.
Por otra parte, al momento de la realización de ésta auditoría de seguridad, la planta está operando con una pérdida de más de 100 barriles diarios de propano sin haberse determinado como se está perdiendo ese propano pero, evidentemente, a juicio nuestro , es por los serpentines de calentamiento del domo de la torre, que están desconectados de su línea de recuperación de condensado, tirando el vapor a la atmósfera porque están dañados internamente y programados para reparación, durante el paro total de Parafinas que será para la mitad del mes de septiembre.
Los riesgos por ésta falla en el diseño, serán los que se ocasionen a los sellos mecánicos de las bombas de alimentación de propano por partículas de asfalto que se depositen en